Publicações arquivadas sob literatura

Conheci os textos de Rosa Montero na Espanha e me encantei…
Já tinha ouvido falar muito bem de um livro dela, “A Louca da Casa”, que fez muito sucesso por aqui. Mas foram as crônicas que ela publicava no El País que me fisgaram. Por ser jornalista, Rosa sabe levantar o que mais interessa numa história. E por também ser uma boa escritora, tem um jeito muito mais envolvente de contar os fatos.
São poucos os títulos dela publicados no Brasil, fora “A Louca…”, que fez grande sucesso por aqui e é difícil de encontrar - este, confesso, nem gostei tanto. Acho que ela se sai melhor nas reportagens do que na ficcção. De-vo-rei “Paixões”, que conta a vida de casais famosos, de uma maneira nada ortodoxa. Depois li “Histórias de Mulheres”, outro sensacional livro de biografias
Agora estou lendo “Muitas Coisas que Perguntei e Algumas que Disse”,
um mix das melhores entrevistas, reportagens
e crônicas - aquelas publicadas no jornal.
Tudo muito dinâmico, impactante e, também, extremamente simples. A sensação é de que sentamos junto no sofá da casa do entrevustado e ela nos cochicha algumas inpressões, aponta detalhes que passariam despercebidos. Uma delícia de ler!
27 de Janeiro de 2010 às 08:18
Fernanda
Com dias lindos pela frente (a metereologia garante!), com Bourbon Street Fest, pra quem gosta de boa música… e com as novidades da coleção verão 2010 Flor à sua espera nos shoppings Anália Franco, Cidade Jardim e Boulevard Ribeirão - o novo site já está no ar.
Ufa!!! E , na segunda, ainda tem lançamento do novo livro de Phillip Hallawell às 19h na livraria Saraiva do Shopping Paulista. Eu fiz o curso com ele e li o livro anterior… adorei o jeito como ele passa as informações e aprendi muito sobre mim mesma também!!!
14 de Agosto de 2009 às 14:30
Fernanda
"Dor não tem nada haver com amargura. Acho que tudo que acontece é feito pra gente aprender cada vez mais, é pra ensinar a gente a viver. Desdobrável. Cada dia mais rica de humanidade." Adélia Prado
O inverno nos veste por fora, descemos casacos, agasalhos, cachecol e não sei mais o quê do armário pra aquecer o corpo e espantar o frio pra bem longe. Nos vestimos mais, o movimento corporal diminui,
fica tudo mais contido - as cores das roupas, os gestos,a natureza…O inverno é a estação, sem sombra de dúvidas, que promove os programas mais intimistas – ficamos mais perto de quem queremos por perto.
Essa poderia ser uma constatação animadora mas, a cada dia que passa, me surpreendo com o esforço que fazemos para escapar desses momentos de descoberta: potencialidades e limitações alí, frente a frente. Um olhar inteiro, íntegro, os opostos se complementando e fazendo parte de um mesmo organismo, de uma mesma pessoa. Facetas de nós mesmos que que teimam em vir à tona.O medo do que está contido em nós e que nos contém.
O desconhecido batendo à porta numa era regida pelo racional. A nossa ilusão de que uma visão unilateral resolve tudo. A preferência pela metade quando podemos ter o todo… A constatação de que não possuímos o controle desse barco… Tensão, angústia, dor, sofrimento… Será que é tão difícil assim lidar com nossas próprias verdades?
Temer tudo isso é natural, afinal, seres racionais que somos, temos medo do que não conseguimos controlar. Seremos engolidos por essa maré? O grande problema é que atualmente ninguém quer mais sofrer: Chorar não pode, é fraqueza! Parto normal nem pensar, vivemos num país campeão de cesáreas. As frustações cotidianas precisam ser riscadas para sempre do cardápio de nossas vidas e, além do mais, o outro parece sempre tão feliz… se estou sofrendo, o problema deve ser exclusivamente meu; talvez um defeito de personalidade que envergonha e diminui. Estes são sentimentos contemporâneos frequentes - um presente para os seres perfeitos que tentamos ser diariamente, heróis da nossa própria história.
No consultório, aparecem cada vez mais pessoas buscando fórmulas mágicas para evitar a dor e o sofrimento como se estes fossem sentimentos não naturais, pontos fora da curva. Vivemos num mundo onde tudo precisa ser jovem, belo, perfeito e… feliz! Um mundo elaborado pela grande capacidade mental que possuímos e embalados pelo poder que acreditamos ter. Ufa, quanto peso ainda precisamos carregar?!
Será que mascarando a dor e tirando a grande possibilidade que temos de nos deparar com nossa realidade, resolvemos as nossas questões, as pedras do nosso caminho? Acho que o máximo que conseguimos é enganar a nós mesmos o que, vamos concordar, não é uma atitude nada inteligente! Definitivamente não sou contra alternativas que possam ajudar. Medicamentos são necessários e até essenciais em alguns casos, mas precisamos cuidar para não generalizar criando modelos de bem-estar, padronizando a felicidade e banalizando os sentimentos! Tudo uniforme, programado, controlado para todo o sempre… Uma perspectiva desesperadora na minha opinião. Prefiro concordar com a definição de felicidade dada por Guimarães Rosa: “ A felicidade se acha é em horinhas de descuido” e armazenar coragem suficiente para chegar bem perto de todas as pedras do caminho, já que esse encontro é inevitável. E sentir a dor e o desconforto, imprescindíveis para transpor os obstáculos e dar significado às nossas vidas.
O sofrimento é o sintoma da transformação, é o luto do que não pode mais ser . Mas, é preciso serenidade para enxergar que o sofrimento também carrega toda a possibilidade do novo, do porvir. Lí um livro no mês passado que ensina muito sobre o poder transformador da dor, sobre a coragem pra respeitar o fluxo de nossas vidas e tirar proveito da nossa história. É um livro sobre a vida real, sobre a dor vivida pela autora, sem máscaras ou artifícios. Uma lente de aumento para enxergar além do sofrimento . Uma lição de vida que amplia e constrói um novo caminhar. Enfim, uma ótima companhia para esses dias frios de inverno…
“Para Francisco” – Cristiana Guerra. Ed. ARX.
A autora possui dois Blogs (para francisco, onde tudo começou e hoje vou assim que fala sobre moda e temas afins).

Fotos: editorial - divulgação da modelo Flor - Peña de Bernal
10 de Agosto de 2009 às 08:00
Juliana
O texto especial deste mês rendeu muito o que pensar… e deliciosos elogios! Nossa nova parceira ainda mandou, num PS, esta super dica: “Vale à pena ler o livro A Alma Imoral do Nilton Bonder. É revelador! Para quem está em São Paulo, a peça encenada por Clarice Niskier é imperdível.”
O espetáculo fica em cartaz no teatro Eva Hertz na Avenida Paulista até o dia 30 de junho. Confira todos os detalhes por
aqui.
A Bella, ou Isabella Quadros Alvim, é Psicóloga Clínica formada pela Universidade Mackenzie com especialização em Psicologia Analítica no Carl Jung Institute de Chicago/IL, especialização em Arte Integrativa na Universidade Anhembi-Morumbi/SP e Especialização em Psicogerontologia na Puc/SP.
Foto: Dalton Valério (divulgação)
17 de Junho de 2009 às 08:38
Fernanda
Para quem gosta de uma boa leitura,
de cabeceira, pra fazer pensar…
uma amiga querida me sugeriu este livro
e gostei bastante !
“Como eu seria feliz se fosse feliz… essa formula de Woody Allen talvez diga o essencial: estamos separados da felicidade pela própria esperança que a persegue. A sabedoria, ao contrário, seria viver de verdade, em vez de esperar viver”
Já dá para sentir o clima, não? Vale a leitura!
13 de Maio de 2009 às 09:02
Juliana
“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
Fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Dozes meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
Com outro número e outra vontade de acreditar
Que daqui pra frente vai ser diferente…
…Para você
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para você.
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas
Mas nada seria suficiente…
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
Rumo à sua FELICIDADE!!!”
Carlos Drummond de Andrade
31 de Dezembro de 2008 às 09:33
Juliana
CERTEZA é quando a idéia cansa de procurar e pára;
INTUIÇÃO é quando seu coração dá um pulinho no futuro
e volta rápido;
FELICIDADE é um agora que não tem pressa nenhuma;
VONTADE é um desejo que cisma que você é a casa dele;
PAIXÃO é quando apesar da palavra ‘perigo’ o desejo chega e entra;
AMOR é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.
(Trechos de “Os Sentimentos”, de Mario Prata)
8 de Dezembro de 2008 às 11:33
Fernanda
O brilhante (pra dizer o mínimo) José Saramago está no Brasil para cumprir uma extensa programação. Muitas entrevistas, debates… e ontem, o lançamento mundial de “A viagem do Elefante”. Amanhã o escritor inaugura a exposição “A consciência dos Sonhos” sobre sua vida e obra no Instituo Cultural Tomie Othake - não percam!
Bem disposto, este senhor de 86 anos ainda mantém um blog !
“Obviamente, nada tenho de pessoal contra a esperança, mas prefiro a impaciência. Já é tempo de que ela se note no mundo para que alguma coisa aprendam aqueles que preferem que nos alimentemos de esperanças. Ou de utopias.” José Saramago
(Foto : Lia Costa Camargo)
28 de Novembro de 2008 às 09:35
Fernanda
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Pra começar bem esta semana!
17 de Novembro de 2008 às 09:15
Fernanda
“Pedras no caminho? Guardo todas,
um dia vou construir um castelo…”
Fernando Pessoa

22 de Outubro de 2008 às 23:25
Fernanda
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